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(Ela) tem Caprichos Matinais XCVI

"Deixa-me provar-te". Oiço essas palavras como um eco profundo e rouco, ao longe. Já me encontro pairando, deixando escapar a realidade que encontramos lá fora e perdendo-me nos meandros da cornucópia de sensações que me atingem. Sinto-te deslizar pelo meu corpo, procurando-me na ponta da língua. Brincas, enlouquecendo-me, rodeando, beijando-me as coxas, a barriga, sem nunca lhe tocar. Hesitas, sorris, pousas os lábios em seu redor. Sabes que assim me fazes desesperar, me fazes imaginar o momento em que me vais tocar ali, bem no ponto certo, bem no meu centro, bem no local que me eleva e me faz contorcer. Decides acabar com a minha miséria e encontras-me finalmente. Gemes com o sabor do que te ofereço, de pernas abertas e costas arqueadas. Lambes. Ao ritmo que te apraz, ao ritmo que me apraz. Trincas. Ao de leve. Sinto uma dor suave e deliciosa, seguida de um espasmo que me faz estremecer. Beijas. Incessantemente. Tocas. Abres-me para me veres toda, para me sentires toda, para me envolveres na tua língua que me percorre as entranhas, que me faz praguejar mentalmente e desejar que o prazer não tenha fim. Maldigo-te por me fazeres enlouquecer assim, maldigo-te por me deixares descontrolada, maldigo-te por me fazeres vir assim, sem hipótese de defesa, sem auto-domínio, sem livre arbítrio.

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